Em um cenário no qual a pandemia do novo coronavírus se tornou parte da rotina, pesquisadores do Hospital Universitário de Brasília (HUB) vão analisar os impactos deste período na saúde mental dos residentes que trabalham na linha de frente do combate à Covid-19.

A ideia do estudo, segundo os pesquisadores, é entender se essas pessoas apresentam sinais de esgotamento profissional ou doenças mentais, como ansiedade, estresse, problemas do sono e depressão.

Podem participar do estudo profissionais da saúde que estejam cursando pós-graduação em regime de residência. A pesquisa está sendo realizada por meio de um questionário online, até 29 de agosto.

Etapas da Pesquisa

A enfermeira Rebeca da Nóbrega, uma das pesquisadoras, explica que o estudo passará por etapas de coleta de dados e análise até chegar ao resultado final. Em um primeiro momento, serão coletadas informações sobre sintomas de transtornos mentais e da síndrome do esgotamento profissional (burnout).

Os dados iniciais serão analisados e permitirão identificar pessoas que apresentam algum sinal de esgotamento profissional, bem como estimar a ocorrência de doenças mentais entre esses profissionais.

Já quem não apresentar indícios de esgotamento profissional, neste primeiro momento, receberá um novo questionário após 12 semanas, para reavaliação. O segundo formulário vai permitir estimar a incidência de casos novos, assim como identificar fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome.

Finalizadas as coletas, as informações globais serão avaliadas pelos pesquisadores e publicadas em revistas científicas. Os dados produzidos pela pesquisa auxiliarão no planejamento de medidas de suporte e na atenção à saúde mental dos profissionais de saúde residentes, em todo o país.

Os pesquisadores ressaltam que todos os dados coletados são considerados como informações confidenciais e protegidas por sigilo, garantindo que nenhum profissional em contato com os programas de residência tenha acesso aos dados individuais.

O estudo foi aprovado pelo comitê de ética da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) e conta com o apoio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Com informações do Portal G1/DF