Mais de 2.000 servidores da área da saúde de todo o país que responderam a um questionário virtual entre os dias 15 de junho e 1º de julho. Desses entrevistados, 78,2% afirmaram que sentiram que sua saúde mental foi afetada durante a pandemia da Covid-19. Essa é a segunda fase da pesquisa.

Ainda de acordo com o levantamento, 89% dos agentes afirmam ter medo de contrair a Covid-19 e 70% dos profissionais de saúde em geral não se sentem preparados para lidar com a epidemia.

A construção do questionário e a análise das respostas são de pesquisadores de diversas instituições que atuam no Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB), da FGV. O estudo é baseado em uma amostra por conveniência —ou seja, os participantes da pesquisa não foram escolhidos aleatoriamente.

Participaram do levantamento médicos, profissionais de enfermagem, agentes comunitários de saúde e outros trabalhadores da área que tiveram acesso às questões e quiseram respondê-las. Os participantes são de todos os estados do país e do Distrito Federal.

Segundo o Ministério da Saúde, há registro de mais de duzentos mil profissionais de saúde infectados pelo coronavírus.

A falta de estrutura para quem está na chamada linha de frente do combate à pandemia, como médicos, profissionais de enfermagem e agentes de saúde, faz com que esses trabalhadores se sintam despreparados e desamparados enquanto cuidam da saúde dos brasileiros durante uma das maiores crises sanitárias da história do país.

O estudo aponta ainda que o suporte à saúde mental dos trabalhadores, com atendimentos online e disponibilização de psicólogos para quem trabalha com a Covid-19, podem ajudar a atravessar esse momento.

Sobre o questionário

Segundo Gabriela Lotta, professora da FGV especialista em administração pública e uma das responsáveis pela pesquisa, os dados não têm representatividade estatística e não devem ser generalizados para o universo dos profissionais de saúde, mas podem ajudar a estabelecer prioridades de políticas públicas para o combate à pandemia.

“Um questionário online é a única ferramenta viável nesse momento, e ainda assim é um desafio, pois esses profissionais estão exaustos e sem tempo”, diz Michelle Fernandez, professora no Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB) e uma das autoras do estudo.

O Centro Innovamente

O Innovamente conta com uma equipe interdisciplinar para acolher o profissional de saúde e entender as diversas formas do sofrimento. São profissionais da Psicologia, Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Educação Física e Serviço Social e é um projeto do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília – SindSaúde-DF

O centro tem um espaço físico de 4 mil metros quadrados de área verde. Além dos consultórios para atendimento há espaço para acompanhantes, redário, ambientes ao ar livre e espaço para atividades.

Informações da FolhaPress